O mundo por José Mujica

«Em sua nona videocoluna para a DW, o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, questiona-se como um mundo no qual a produtividade se multiplica à esteira da tecnologia não consegue socorrer suas crianças pobres. Para ele, os governos centrais são incapazes de superar suas visões de curto prazo e egoístas para resolverem o problema.»

Veja: Consciência Sul, DW.COM, 2/1/17

O 1. rap brasileiro

Deixa isso pra lá
by Jair Rodruigues et. al.
live Auditório Ibirapuera

Em 2013, na apresentação de final de ano da escola de música do meu filho, esse menino de 75 anos apareceu para dar uma palavrinha e acabou dando um verdadeiro show em 10 min: o Jair falou e disse, contou piada, cantou duas músicas e, pasmem, até plantou bananeira, de terno mesmo… Foi impressionante. Um verdadeiro showman.

Ao longo do dia, ouvi vários depoimentos sobre o artista Jair Rodrigues e a sua pessoa. Parece mesmo que o artista e a pessoa eram uma coisa só, ou seja, o artista não era uma personagem: o Jair era assim mesmo, sempre alegre, carinhoso, otimista e apaixonado –pela música, pela vida, pelas pessoas.

Esse é, na minha opinião, um mito que nos caberia, brasileiros, cultivar. (Mil vezes mais do aquela metáfora de hamster, cujo esporte consistia em ficar girando como numa roda.)

Morreu hoje, pelo que ouvi, na sauna ou depois da sauna, dormindo. Não é a primeira morte relacionada à sauna de que tenho notícia. (É preciso tomar cuidado!) E ultimamente tivemos outras notícias de morte durante o sono. (Pode parecer a morte dos sonhos… mas, se pudesse escolher, eu preferiria morrer acordado!)

Posso parecer piegas, mas o Brasil de fato acordou hoje menos alegre.