anti-realismo científico

Van FRAASSEN, Bas C. A imagem científica. Trad.: Luis Henrique Dutra. São Paulo: Unesp, 2007.

Sinopse
“O objetivo deste livro é desenvolver uma alternativa construtiva ao realismo científico, posição que ultimamente foi muito discutida e defendida na filosofia da ciência. Para esse fim apresentarei três teorias, que precisam umas das outras para apoio mútuo. A primeira diz respeito a uma relação da teoria com o mundo, e especialmente o que pode ser chamado seu conteúdo empírico. A segunda é uma teoria da explicação científica, segundo a qual o poder explicativo de uma teoria é um aspecto que de fato vai muito além de seu conteúdo empírico e é radicalmente dependente de contextos. E a terceira é uma explicação da probabilidade tal como ocorre nas teorias da física.”

Orelhas
O objetivo de A imagem científica é desenvolver uma alternativa empirista tanto ao positivismo lógico quanto ao realismo científico. Contra o positivismo, o autor sustenta uma interpretação literal da linguagem da ciência e uma dimensão irredutivelmente pragmática da teoria da decidibilidade. Contra o realismo ele argumenta que o objetivo central da ciência é a adequação empírica, e que a única crença envolvida na aceitação das teorias científicas é a crença de que a teoria é coerente com os fenômenos observacionais.

Para comprovar isso, este livro apresenta três teorias mutuamente sustentadas em relação à ciência. A primeira aborda a relação entre uma teoria científica e o mundo empírico. A segunda é a nova teoria da explicação e das questões-por quê, de acordo com as quais o poder explicativo da teoria é um aspecto pragmático que vai além de seu conteúdo empírico, mas que não fornece razões adicionais para acreditarmos nela. E a terceira é uma interpretação da probabilidade na teoria física, que se refere tanto à física clássica quanto à física quântica.

A apresentação dessas três teses centrais é precedida por dois capítulos que fornecem uma introdução informal ao debate corrente na filosofia da ciência, em particular no que concerne ao realismo científico.

Quarta capa
“Este livro expõe claramente, pela primeira vez, o que está envolvido no realismo científico e constituir-se-á no argumento clássico corrente contra essa posição filosófica.” Mary Hesse — Nature

“Importante não só por sua contribuição a tópicos especiais, como a teoria da explicação e o uso da probabilidade, mas também por sua crítica detalhada e consistente do realismo científico.” Philosophy of Science

“Excelente introdução aos debates atuais sobre o tema, tal como interpretado por van Fraassen que, provavelmente, é o mais direto e contundente adversário do realismo científico.” Review of Metaphysics

“Livro muito estimulante e útil. Reúne algumas das linhas principais da ‘dialética’ da filosofia analítica pós-positivista e, sobretudo, apresenta-se com lucidez, elegância, erudição e grande inteligência. Texto excelente para um curso de nível médio ou avançado sobre filosofia da ciência contemporânea.” Journal of Philosophy

Sobre o autor
Bas C. van Fraassen é professor de filosofia na Universidade de Princeton. Atualmente, editor do Journal of Philosophical Logic e co-editor do Journal of Symbolic Logic. É autor de Laws and Symmetry (1991) e Quantum Mechanics: An Empiricist View (1991) e The Empirical Stance (2002).

Sumário
NOTA DO TRADUTOR
PREFÁCIO À EDIÇÃO ORIGINAL
CAP. 1. INTRODUÇÃO
CAP. 2. ARGUMENTOS A RESPEITO
DO REALISMO CIENTÍFICO
§1. REALISMO CIENTÍFICO E EMPIRISMO CONSTRUTIVO
§1.1 O ENUNCIADO DO REALISMO CIENTÍFICO
§1.2 ALTERNATIVAS AO REALISMO
§1.3 EMPIRISMO CONSTRUTIVO
§2. A “DICOTOMIA” TEORIA/OBSERVAÇÃO
§3. A INFERÊNCIA PARA A MELHOR EXPLICAÇÃO
§4. LIMITES DA EXIGÊNCIA DE EXPLICAÇÃO
§5. O PRINCÍPIO DA CAUSA COMUM
§6. LIMITES DA EXPLICAÇÃO:
UM EXPERIMENTO IMAGINÁRIO
§7. DEMÔNIOS E O ARGUMENTO DEFINITIVO
CAP. 3. SALVAR OS FENÔMENOS
§1. MODELOS
§2. MOVIMENTO APARENTE E ESPAÇO ABSOLUTO
§3. CONTEÚDO EMPÍRICO DA TEORIA DE NEWTON
§4. TEORIAS E SUAS EXTENSÕES
§5. EXTENSÕES: SUCESSO E FRACASSO MITIGADO
§6. O FRACASSO DA ABORDAGEM SINTÁTICA
§7. O CÍRCULO HERMENÊUTICO
§8. LIMITES DA DESCRIÇÃO EMPÍRICA
§9. UMA NOVA IMAGEM DAS TEORIAS