Drops de filosofia [13]

Categorias e transcendentais
Tradicionalmente, as categorias são os conceitos fundamentais do entendimento discursivo. Por meio (mediação) das categorias se torna possível o conhecimento objetivo (de objetos).

Os transcendentais, por seu lado, são uma espécie de categorias fundamentais, ou melhor, de supercategorias da razão não discursiva (intelecto), intuitiva. São os chamados “primeiros princípios” (da realidade) dos escolásticos, ou os nomes de Deus dos místicos (como no sufismo). Para Tomás, p. ex., nós temos um conhecimento “habitual”, imediato, dos primeiros princípios.

Enquanto as categorias são estanques, cada qual ordenando uma determinada região da realidade, como as categorias da quantidade e da qualidade, p. ex., os transcendentais, por sua vez, são comutáveis, conversíveis entre si. Assim, quando falamos do transcendental Verdade, estamos automaticamente falando também do transcendental Bondade, e vice-versa. Os transcendentais coincidem todos em Deus, a perfeição de todas as perfeições.

As dignidades ou virtudes de Raimundo Lúlio (Ramon Llull) possuem as mesmas propriedades que os transcendentais: são suprarracionais (transcendem o plano das categorias e, portanto, do entendimento discursivo), são os primeiros princípios da realidade e são conversíveis entre si.
·         Transcendentais => “conhecimento” habitual, não discursivo <= razão
……………………………………………………………………………………………………..
·         Categorias => conhecimento objetivo, discursivo <= entendimento