LibreOffice

O LibreOfce é uma suíte de aplicativos livres, i. e., que podem ser manipuladas à vontade.

Contém, a exemplo das suítes mais conhecidas no dia a dia da microinformática, Processador de Textos (Writer), Planilha Eletrônica (Calc), Programa de Apresentação (Impress), SGBD (Sistema Gerenciador de Base de Dados), o Base, de interface similar ao MS Access, Editor Gráfco (Dratw). Trabalha com formas gráfcas primitivas e manipula formatos complexos, como o SVG, Editor de Arquivos da Internet. Contém ainda o aplicativo Math, que é utilizado para gerar equações e fórmulas matemáticas, como o Equation da Microsof.

O Governo do Estado do Ceará publicou, há cerca de um ano, uma excelente apostila didática sobre essa suíte, intitulada Curso Modular de LibreOffice.

Clique AQUI para acessar a postila (em PDF).

Uma Ferramenta Mais Democrática

http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=23776

IHU 8/7/2009

”O Twitter já revolucionou a comunicação”

Após uma semana agitada na relação entre política e internet (e um coronel amapaense no meio), o jornalista Marcelo Tas faz um balanço do que, afinal, merece atenção. Apoiador e divulgador do #ForaSarney, ele defende a mobilização pela internet mas critica alguns métodos adotados por partidários da campanha. A entrevista é de Ana Freitas e publicada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, 05-07-2009.

Entrevista com MARCELO TAS

Você acha que o Twitter vai revolucionar a comunicação?

Não, eu acho que já revolucionou. Acho que já influenciou e mudou muito a comunicação.
E como isso irá afetar a maneira como a gente recebe e lida com o fluxo de notícias nos próximos anos?
Muito. E é algo que a gente não vai perceber de uma maneira tão pontual quanto a gente percebeu com a chegada da TV, por exemplo. É algo muito mais sutil e, paradoxalmente, muito mais rápido. Entra tão imediatamente na nossa vida que a gente não identifica. A gente tem uma dificuldade muito grande de processamento. Os chips vão se acelerando em proporção geométrica, e a gente continua com o mesmo cérebro, com o mesmo corpo – graças a Deus, inclusive -, e principalmente com a mesma cultura, que é uma cultura muito analógica.

O Twitter pode contribuir para o fim do jornal como conhecemos?

Não gosto do verbo “acabar”, gosto do verbo “transformar”, sabe? Porque nada vai acabar. Os livros, a disenteria, os finais de casamento, essas coisas não vão acabar. Os dramas humanos e os jornais também não vão acabar. Vai tudo sendo transformado por essa possibilidade que a gente tem não só de consumir como de produzir informação. O leitor virou uma fonte, um produtor de notícia. Mas o cara que apura, qualifica e até comenta o que aconteceu tem que ser muito preparado. Esse alguém pode ser um jornalista, e acredito que vai ser um jornalista, mas pode também ser um cara que escreva bem e more em Cuiabá.

Qual sua posição sobre todo o caso envolvendo o #ForaSarney e as celebridades no Twitter?

Antes de mais nada, fico muito aliviado por ainda termos pessoas indignadas com o Sarney. Acho maravilhoso que uma molecada tenha tido a iniciativa de criar a tag e começado a se manifestar. Esse episódio aí para mim é muito pequeno. É uma coisa que ganhou uma dimensão… não há nenhum interesse em ficar falando em “subcelebridades”. Pra mim são pessoas equivocadas sim, e a maneira como eles pediram essa ajuda aoAshton [Kutcher] foi totalmente ingênua e boboca, para usar palavras muito elegantes. Mas isso para mim teve nenhuma importância. O mais importante foi ver a molecada gerando esse barulhão na internet contra o Sarney.

Ainda que essas manifestações tenham ficado só na rede e poucos tenham comparecido de fato aos locais marcados pra manifestação?

Esse é o jeito analógico de pensar. Quando você fala que o pessoal não compareceu, está se baseando em algo como as Diretas Já, né? Mas nas Diretas demorou um ano e meio pra botar 300 mil pessoas na rua. O #ForaSarney em uma semana mobilizou, saiu matéria em tudo quanto é jornal, e já decretam que foi um fracasso. Se estão criticando as pessoas que foram, quem está errado? Quem foi ou quem não foi? Vi um monte de nerds, em alguns lugares como o Amapá, foram 50 pessoas. Acho isso incrível, primeiro porque o Amapá foi o lugar onde foi eleito o Sarney. E aí as pessoas acham que foi um fracasso. O que me interessa é que tem gente colocando pra fora sua indignação. Jovens que sempre foram tratados como alienados, que “só ficam sentados no computador”, quando tiram a bunda do computador são criticados porque são poucos?

Então exagero pensar em revolução pela internet?

Não, com a internet não. A revolução se faz com pessoas. (A internet) É apenas uma ferramenta, e não é a única. Eu acredito que revolução pra valer, de gente séria, se faz com educação. É a revolução que foi feita na Coreia, e é essa a revolução que me interessa. É o país que tem maior adoção de banda larga e de telefonia celular do mundo, onde a internet não foi tratada com preconceito, mas como uma ferramenta. Nosso erro é olhar pra internet como se ela tivesse vida, como se ela fosse uma pessoa. Ela não é uma pessoa, ela é uma ferramenta como uma caneta. Depende de como a gente usa. O nosso caso, que é bastante grave, é que as pessoas que saem na frente levam porrada de quem tem medo da mudança, como foi essa molecada do #ForaSarney. Tem umas pessoas que ficam torcendo contra, e ficam pintando eles como se eles fossem uns bobocas. Eu não tenho esse tipo de preconceito. Não participei das manifestações, até porque eu, como apresentador do CQC, não tenho que tomar partido ou vestir a camisa de uma causa. Mas apoiei ajudando a divulgar por um motivo muito simples: eu acho oSarney uma doença para o Brasil.

Não foi ingenuidade dos partidários de Sarney minimizar a campanha?

A cabeça dele é analógica, é a cabeça de um coronel que já fechou televisões e jornais. OSarney já chegou a tirar do ar a Rede Globo no Maranhão. É um cara que domina o mundo analógico, mas desconhece o digital e começa a levar seus tombos. A mesma coisa aconteceu com o ACM. O coronel manda prender, manda sumir com gente. Não tenho duvida de que o Sarney vai ser soterrado pela opinião publica.

Diante desse panorama político de uma liberdade de expressão inédita na humanidade, você acha é possível censurar a internet?

Não dá. E isso é curioso, por conta do DNA da internet, que é descentralizado. É uma espécie de armadilha do destino para esses tiranos, mesmo na China. Lá, os nerds conseguem driblar o firewall, a muralha digital chinesa. Não é todo mundo, mas um faz um buraquinho, outro faz e a muralha digital vai cair que nem a grande muralha.

Você acha que os iranianos teriam tido condição de fazer a mobilização que fizeram sem o Twitter?

Não dava. Eles não teriam tido a abrangência e a velocidade que conseguiram. Nós estamos acompanhando em tempo real. Por exemplo, a menina que levou o tiro e caiu no asfalto. A gente viu aquela imagem umas horas depois, o mundo inteiro viu. Há três anos isso provavelmente não aconteceria. Esse é um exemplo muito evidente de algo que já está entre nós.

É o fim da barreira entre fã e ídolo, político e eleitor…

Isso é algo que está aí e vai se aprofundar. O fã realmente vive muito próximo, como o cara que trouxe a informação [sobre a agressão] do Danilo. Ele sabia que eu estava online. Ele não só se sente perto de mim como está perto de mim. Quanto mais você troca informação com seu público, mais constrói relação de confiança. E isso é o que aqueles meninos não souberam fazer, no episódio das “subcelebridades”. Eles foram falar de um assunto que não faz parte da vida deles. Falaram do #ForaSarney como se aquilo fosse uma brincadeira. O papo mais idiota que existe é o ‘vamos botar no Trending Topics’. A importância disso é zero, e quem pensa desse jeito são pessoas velhas, acostumadas a falar de ibope. A internet não é sobre audiência – não adianta você querer inflar seus seguidores do dia pra noite.

É sobre ‘cauda longa’, sobre uma maioria que não é uniforme, como eram os seguidores da novela das oito. Era uma manada de gente que nem sabe porque está vendo a novela. Na internet não, o cara que é meu seguidor no Twitter sabe porque é meu seguidor. Não adianta de uma hora pra outra você querer bombar seus seguidores. No mundo virtual, as coisas têm que ser muito reais. Outro jeito das pessoas pensarem é “quero ficar famoso, então vou lá falar com o apresentador do ‘Big Brother'”. Tem muita gente que me pede “Marcelo, me dá um tweet que eu quero ficar famoso”. É gente totalmente equivocada.

Na internet, você acha que as movimentações vão sempre estar na mão das pessoas?

Não gosto muito desse negocio de ‘está na mão do povo’, porque povo foi uma palavra desmoralizada pelos políticos.

Mas pense no povo como uma coisa bonita.

É uma ferramenta mais democrática, não tenho dúvida.

Telegolpe

http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=23765

IHU 8-7-2009

Contra a Censura

O nome do vídeo no YouTube é sugestivo: “Em Honduras, nada acontece. Tudo tranquilo”, enquanto imagens mostram pessoas ensanguentadas, tanques nas ruas e milhares caminhando para o Aeroporto de Tegucigalpa. Notícia dO Globo de 8-7-2009.

Como os jovens iranianos nas manifestações do mês passado, os hondurenhos descobriram que poderiam vencer o bloqueio aos meios de comunicação munidos de telefones celulares, câmeras e computadores. A difusão de informação na internet já ganhou um nome: Telegolpe.

Já são mais de 700 vídeos de manifestações no YouTube. Há ainda reportagens de TVs estrangeiras, entrevistas, somando mais de 2 mil vídeos que os poucos hondurenhos com computador (11% da população) compartilham com amigos e vizinhos.

Após o golpe, jornais, rádios e TVs que apoiavam o presidente deposto tiveram seu trabalho restrito, resultando numa cobertura parcial. Ainda hoje a CNN e a Telesur saem do ar em momentos críticos. Universitários começaram, então, a difundir as imagens na internet.

Como no Irã, o celular e o computador se transformaram em armas de resistência

TOR: Anonimidade Online

http://www.torproject.org/index.html.pt

Tor é um projeto de software que protege você contra análise de tráfego, uma forma de vigilância na internet que ameaça a liberdade pessoal, a privacidade, negócios confidenciais, relacionamentos e a segurança de Estado. Tor protege você distribuindo suas comunicações ao longo de uma rede de nós rodadas por voluntários em volta do mundo: isso previne que alguém monitorando sua conexão com a internet aprenda quais sites você visita, e previne que os sites que você visita saibam onde você está, sua localização física. Tor funciona com muitas aplicações existentes, incluindo navegadores, programas de mensagens instantâneas, login remoto, e outras aplicações baseadas no protocolo TCP.

Centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo usam Tor para uma enorme variedade de razões: jornalistas e blogueiros, defensores dos direitos humans, agentes da lei, soldados, corporações, cidadãos de regimes repressivos, e até mesmo cidadãos comuns. Veja páginaQuem usa o Tor? para exemplos de usuários típicos. Veja a página de resumo para uma explicação detalhada daquilo que o Tor faz, por que essa diversidade de usuários é importante, e como o Tor funciona.

Essas são três partes de um impresso que você precisa conhecer.

  1. O Tor não protege você se não usado corretamente. Leia nossa lista de alertas e esteja certo de que seguiu as instruções da sua plataforma cuidadosamente.
  2. Mesmo se você configurar e usar o Tor corretamente, ainda existem ataques em potêncial que podem comprometer a habilidade do Tor em proteger você.
  3. Nenhum sistema de anonimidade é perfeito hoje, e o Tor não é exceção: você não deve confiar unicamente na atual rede Tor se você realmente precisar de um forte anonimato.

A segurança do Tor aumenta a medida que mais pessoas se voluntariam para rodar nós(relays). (Isso não é realmente tão difícil quanto você deve estar pensando em poder fazer, e pode significativamente melhore sua segurança contra muitos ataques.) Se rodar um nó(relay) não for com você, nós precisamos de ajuda com muitos outros aspectos do projeto, e nós precisamos de fundos para continuar a fazer a rede Tor rápida e mais fácil de usar mantendo uma boa segurança.TORO