“adeus grzebski”

Um ferroviário polonês de 65 anos acorda de um coma de 19 anos, lembrando a história do filme de Wolfgang Becker

por SÉGOLÈNE ALLEMANDOU

Bem que este caso poderia ser uma nova versão do filme de Wolfgang Becker, “Adeus Lênin”. Jan Grzebski, um ferroviário da Polônia comunista do general Jaruzelski, permaneceu em estado de coma durante 19 anos. Ao acordar, ele descobre que o seu país é hoje membro da União Européia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

“O mundo é mais agradável agora”, estima Jan Grzebski, 65 anos, em entrevista ao canal de televisão polonês TVN24. “Quando eu fiquei em estado de coma, não se achava mais nada no comércio, a não ser chá e vinagre; a carne estava racionada e havia filas de espera intermináveis nos postos de gasolina”, recorda-se. “Agora, vejo pessoas nas ruas com telefones celulares e tantas mercadorias nas lojas que isso me dá vertigem”. Algumas mudanças também ocorreram na sua família: os seus quatro filhos se casaram e lhe deram onze netos.

De modo geral, a ficção se inspira em fatos reais. Desta vez, a história de Jan Grzebski poderia ser uma adaptação do filme de Wolfgang Becker. “Adeus Lênin” conta a história de um jovem alemão do Leste que tenta esconder da sua mãe, que sai do coma depois da queda do Muro de Berlim, as transformações pelas quais o seu país passou.

Os médicos lhe davam dois meses de vida
O miraculado foi vítima de um acidente de trabalho em 1988. Após ser atropelado por um vagão, o ferroviário parece superar o trauma sem maiores problemas, a não ser os diversos dentes quebrados que o fazem sofrer. Mas, algumas semanas mais tarde, ele perde a capacidade de falar, não consegue mais mexer os seus membros, e acaba entrando em estado de coma. “Ele não conseguia movimentar as suas pernas, nem as suas mãos, nem levantar a cabeça”, recorda-se Gertruda, a sua mulher. Os médicos também diagnosticam um tumor no cérebro. Eles se mostram muito pessimistas: para eles, só restam a Jan Grzebski dois meses de vida.

Contudo, a sua mulher não perde a esperança e resolve tomar conta do seu marido no seu domicílio. “Eu era tomada por uma raiva incontrolável toda vez que alguém me dizia que pessoas que se encontram num estado como o dele deveriam ser submetidas à eutanásia para evitar maior sofrimento”, comenta. “Eu sabia que ele iria se sair dessa”.

A partir de então, dia após dia ela cuida dele. Ela o alimenta, movimenta seus membros e seu tronco, mudando com freqüência o corpo de posição. No ano passado, ela foi obrigada a interná-lo por causa de uma pneumonia. Uma vez sarado, o seu estado começa então a evoluir. “Ele começou a se mexer e a sua elocução tornou-se mais clara, mesmo se eu era a única a entender o que ele dizia”, prossegue.

Atualmente, Jan Grzebski anda de cadeira de rodas. Ele vem recuperando aos poucos as sensações e consegue movimentar os seus membros. “Eu estou muito melhor”, conta este habitante da cidade de Dzialdowo, situada no norte do país. “Eu acordo às 7h da manhã e fico assistindo á televisão”. Segundo os médicos, ele deveria poder voltar a andar muito em breve. [Le Monde 5/6/07]

europeus em conflito no questionamento do direito à morte

Surgem testamentos em vida, mas a resistência cresce

por Elisabeth Rosenthal

Quando o papa João Paulo 2º estava morrendo por complicações de doença de Parkinson, em 2005, ele recusou-se a deixar seus aposentos no Vaticano e voltar ao hospital e rejeitou intervenções como máquinas para respirar e diálise do sangue; morreu no dia seguinte.

Apesar de casos famosos como este e outras tragédias que às vezes dominam as notícias, os italianos não têm o direito claro de rejeitar tratamentos médicos agressivos. Décadas depois de os EUA adotarem os ‘testamentos em vida’ e representantes legais para casos de saúde, a Europa está lentamente movendo-se nessa direção. No entanto, a resistência também está crescendo nos diferentes países, onde a questão de direitos humanos para os gravemente doentes se mistura a uma briga em torno de outros temas socialmente contenciosos, desde eutanásia até o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Aqui na Itália os procedimentos são confusos, como em outros países. A Constituição apóia esse direito, mas o código médico não obriga os médicos a respeitarem-no; de fato, sua instrução é tentar manter os pacientes vivos.

Uma nova lei que está sendo debatida no Senado italiano afirmaria o direito de rejeitar tratamentos agressivos, mas é improvável que tenha votos suficientes para aprovação tão cedo. Outros países adotaram legislação similar apenas tardiamente. A França, Espanha e Reino Unido sancionaram o ‘testamento em vida’ somente nos últimos dois anos.

Por quase duas décadas, o direito de recusar tratamento médico está firmado na lei americana. Pacientes internados precisam preencher formulários indicando seus desejos, chamados de diretrizes adiantadas. Muitos Estados foram movidos por casos marcantes como o de Karen Ann Quinlan e Nancy Cruzan.

Muitos europeus ainda não têm direitos legais neste campo, tornado contencioso pelo lobby religioso, divisões políticas e posições ideológicas. Em vez do ‘consentimento informado’ ser considerado parte dos direitos do paciente, como acontece nos EUA, aqui é tido como parte de uma constelação de questões como aborto, eutanásia e casamento gay.

“Não há nada aqui que o protege, é uma terra de ninguém”, disse Beppino Englaro, cuja filha foi hospitalizada em coma profundo e sofreu diversos tratamentos indesejados, desde um acidente de automóvel em 1992. “Eluana tinha sido muito clara sobre seus desejos, e nosso pedido aos médicos sempre foi o mesmo. Mas eles nos disseram: ‘Não, aqui na Itália temos uma cultura pela vida'”. A família foi à Justiça sete vezes para tentar desligar as máquinas, mas os juizes concluíram que “parar o tratamento feriria a lei”.

Testamentos em vida ou procuração médica
Há dois tipos de diretrizes adiantadas: testamentos em vida, nos quais os pacientes indicam quais procedimentos e tratamentos rejeitariam se caíssem em uma situação sem esperança, que ameaçasse sua vida; e um segundo tipo, chamado ‘procuração médica’, permite que o paciente dê a uma pessoa o direito de tomar tais decisões em seu nome caso ele esteja incapacitado.

“Há muitas inconsistências e muita confusão conceitual aqui na Itália”, disse Cristiano Vezzoni, especialista em direito da saúde na Europa, da Universidade de Milão. “Teoricamente, todos reconhecem o direito do consentimento informado e o direito de recusar tratamentos fúteis”, disse Vezzoni, “mas, depois, eles dizem: ‘Ah, mas você não pode parar o tratamento se for causar a morte’. Ou argumentam que a alimentação por tubo não é um tratamento médico, apesar de ser assim considerada internacionalmente.”

No ano passado, a Itália comoveu-se com o caso de Piergiorgio Welby, poeta com distúrbio neurológico progressivo que tinha pedido repetidamente para ser desconectado do ventilador que o mantinha vivo. Um médico cumpriu o pedido, e Welby morreu. Ninguém foi acusado, mas houve pedidos para que o médico fosse acusado de assassinato.

Na Itália, assim como em muitos países católicos, há temores de que a permissão para pacientes recusarem o tratamento acabe virando uma permissão para a eutanásia. “Temos medo que a nova lei introduza uma nova forma de eutanásia, ou suicídio assistido”, disse Luisa Capitanio Santolini, da União de Democratas Cristãos. Ela também teme que a lei burocratize os médicos. “Você não pode negar a decisão da classe médica para respeitar os desejos de uma pessoa doente”, disse ela.

A situação nos países da Europa
Somente três países europeus, Dinamarca, Bélgica e Holanda, há muito têm fortes leis protegendo o direito a recusar tratamento, disse Penney Lewis, de University College London.

A justiça em outros países, como no Reino Unido, em geral defendeu na última década a noção de que as pessoas podem recusar tratamentos que evitam sua morte, inclusive a alimentação artificial. Mas esses desejos não são uniformemente respeitados, a não ser que o paciente esteja gravemente doente. E os pacientes não podem nomear representantes.

O Reino Unido aprovou uma lei em 2005 que entrará em vigor em novembro. “A partir de novembro, a prática será codificada pela lei, o que é importante”, disse Lewis. “Na Itália, continua muito confuso para médicos e pacientes o que você pode ou não fazer.”

Mesmo as leis novas foram afligidas pela política religiosa e pela ambivalência. No Reino Unido, depois da exortação de políticos conservadores e bispos anglicanos, os legisladores acrescentaram uma cláusula que os pacientes podem recusar o tratamento, mas desde que “não sejam motivados por uma decisão de causar a morte”.

A lei francesa protege o direito a recusar tratamento que salve a vida, mas apenas para os pacientes terminais.

Aqui em Roma, o senador Ignazio Marino, cirurgião de transplante que trabalhou nos EUA por muitos anos, diz que a falta de clareza no assunto significa que os médicos fazem decisões de vida ou morte de forma escondida, com medo de consultar os pacientes ou medo de serem processados.

“A maior parte dos médicos da UTI diminui a intensidade do tratamento, mas o fazem de uma forma não declarada nem discutida, tudo é nebuloso”, disse ele. “É como Nova Jersey em 76: não podemos dizer quando basta, essa pessoa não pode voltar à consciência ou a uma existência significativa. Não podemos dizer: ‘medidas de conforto apenas’, sabemos que é contra a lei”.

As próprias mensagens confusas do Vaticano sobre o assunto deram munição para os dois lados do debate. O papa Bento 16 escreveu certa vez: “A interrupção de procedimentos médicos perigosos ou extraordinários ou desproporcionais em relação aos resultados que se pode esperar pode ser legal e aceitável.”

No entanto, termos como ‘extraordinários’ e ‘desproporcionais’ são abertos à interpretação, e a igreja considera que receber comida e água, mesmo por um tubo, não é um procedimento médico.

Eluana Englaro está em coma profundo em um hospital há mais de 15 anos, mas durante esse tempo nunca precisou de máquinas para respirar ou diálise. Ela recebeu alimentação artificial, líquidos, remédios contra convulsões e antibióticos para infecções. Como Terri Schiavo, a mulher na Flórida cujo marido foi à justiça para remover um tubo de alimentação em 2005, ela tem atraído controvérsia.

Seu pai diz que o tratamento da filha deveria ser removido. Sua filha entendia as escolhas, diz ele, quando uma amiga dela passou por um coma após um acidente de carro um ano antes do dela. “Falamos abertamente sobre isso, ela tinha experiência direta sobre unidades de tratamento intensivo e disse que aquilo não era para ela”, disse ele. “Ela confiava que seus pais fariam cumprir seus desejos, mas não conseguimos. Foram 15 anos vivendo com essa culpa”. [International Herald Tribune 16/5/07]

lula decide não patrocinar plebiscito do aborto

por KENNEDY ALENCAR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos principais ministros que o governo não participará de articulação política para a realização de um plebiscito sobre a ampliação da descriminalização do aborto. Considera que deva ser iniciativa do Congresso e de entidades da sociedade civil. No fundo, é um modo de não hostilizar a Igreja Católica.

Um auxiliar direto de Lula transmitiu orientação presidencial ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para que ele evitasse polêmicas durante a visita do papa. Ou seja, além da mãe do ministro, como ele próprio relatou, Lula também solicitou que falasse menos.

Tramita no Legislativo um projeto que prevê a descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação. Atualmente, vale lei de 1941 que permite apenas duas possibilidades de aborto: se a gravidez resultar de estupro ou se houver risco à vida da mãe. Salvo essas hipóteses, é crime passível de ser punido com até três anos de prisão.

O próprio Lula já disse julgar a questão do aborto mais complicada do que se posicionar a favor ou contra. Afirmou que ninguém defende aborto, mas declarou que há um problema real de saúde pública que preocupa o governo.

No entanto, acha que a discussão deve ser feita pela sociedade e pelo Congresso. Avalia que, politicamente, é uma batalha muito custosa a ser travada e que, na prática, depende pouco agora do Executivo. “A bola está com o Congresso”, costuma dizer o presidente.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 220 mil mulheres procuram anualmente hospitais públicos para tratar de seqüelas de abortos clandestinos. Há estimativas extra-oficiais de que ocorram mais de um milhão de abortos desse tipo todos os anos no Brasil.

Ao longo da semana, Temporão polemizou com autoridades católicas e defendeu a possibilidade de plebiscito. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é contra o plebiscito e contra o aborto inclusive nas hipóteses previstas na lei brasileira.

A decisão de Lula de não incentivar politicamente o plebiscito tira fôlego dos defensores do projeto em tramitação no Congresso. E vai contra o que tem pregado o ministro da Saúde.

O prazo de 12 semanas foi estimulado no projeto como limite porque cientistas dizem que até então não há relação entre neurônios. Jurídica e cientificamente, há aqueles que defendem que a vida acaba com a morte cerebral. Por analogia, os defensores do aborto até 12 semanas usam o critério de início da “vida cerebral”.

Países que adotaram a descriminalização do aborto usaram o prazo de 12 semanas.

A Igreja Católica e outros cientistas argumentam que a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide) é o começo da vida. E que o fim é seu declínio natural –não a morte cerebral. Portanto, são contra o aborto e a eutanásia em qualquer hipótese. [FOLHA Online, 13/5/07]

eutanásia cristã?

El cristianismo siempre ha sabido asumir aquellas palabras y circunstancias que no alteran el mensaje evangélico. No ha tenido miedo de ello. Y menos todavía en estos momentos de relativismo lingüístico en los que contemplamos cómo se tergiversan los vocablos en nombre de una pretendida modernidad que vulgariza al ser humano. Así sucede con expresiones como campo de concentración, interrupción voluntaria del embarazo, proceso de paz y un largo etcétera.

El hombre se ha hecho tan dueño de las palabras que ha terminado esclavizándolas, hasta el punto de provocar que éstas pierdan su valor, por su excesiva manipulación. Así, ellas han dejado de ser herramientas de diálogo para convertirse en instrumentos al servicio de intereses económicos y políticos. Forzar, desvirtuar o desnaturalizar las palabras es tanto como aniquilar el propio lenguaje, presupuesto de racionalidad. De ahí la necesidad de purificar no sólo los conceptos, sino también el vocabulario, de modo que éste sea capaz de expresar con frescura y originalidad el pensamiento humano. También hay que enriquecerlo, dándole nuevos sentidos, quizás inadvertidos por generaciones anteriores. Este modo de proceder es el que realmente configura una cultura del diálogo, abierta, rica. Viva. Integradora. Capaz de fundir filosofías, creencias y opiniones, así como de crear nuevos términos que designen realidades desconocidas.

Allá donde el cristianismo ve algo bueno, se asoma. Lo toma, lo potencia, y se eleva con ello. San Juan no tuvo temor alguno en denominar a Dios Lógos, partiendo del pensamiento griego. San Pablo hizo suya la idea de ley natural, como algo inherente al corazón del hombre. Para comprender y explicar mejor el misterio trinitario, se empleó el concepto de persona — noción griega, reelaborada por los romanos — etc. San Agustín se platonizó y Santo Tomás dialogó con el Estagirita. El derecho canónico asumió gran parte de la terminología romana: confesión, rescripto, potestad, jurisdicción, y muchos términos más pasaron del ius civile al ius canonicum sin dificultad.

En mi opinión, es preciso recristianizar el diccionario, pues día a día nos enfrentamos a términos francamente barbarizados. Para este fin, la eutanasia es un buen ejemplo. Me explicaré. Eutanasia — en griego, buena (eu) muerte (tánatos) — es un término positivo, eufónico, seleccionado hábilmente para esconder, con eufemismos, una realidad tan cruel como inhumana: la asistencia al suicidio, cuando no el homicidio directo. Servía, sobre todo, para ocultar mediáticamente el senicidio, creando una cortina de humo entre dos acciones profundamente distintas: matar y morir.

No nos hallamos ante un tema baladí, pues, una vez perdida la batalla del lenguaje, es fácil ser vencido en la contienda de la argumentación. De ahí la necesidad de recuperar la idea de eutanasia — arma arrojadiza contra la Iglesia — y ganarla para la causa cristiana. En efecto, el cristianismo, gran defensor de la dignidad de las personas, quiere que todos los hombres mueran dignamente, es decir, conforme a su condición de hijos de Dios. Por eso, puede hablarse con total propiedad de una eutanasia cristiana, de una buena muerte, que es propia del hombre que aprovecha ese trance para preparar el salto a la vida eterna. La eutanasia por excelencia — es decir, la muerte más valiosa — fue la de Cristo en la Cruz, que trajo la redención al género humano. Por eso, los cristianos deberíamos ver en el martirio — dar la vida por amor a Dios — una suerte de eutanasia.

La eutanasia cristiana ayuda a morir dignamente, pero nunca asesina, pues matar es moralmente inaceptable, y más todavía si se trata de poner fin a la vida de personas discapacitadas, enfermas o moribundas. Por ello, la eutanasia cristiana rechaza cualquier tipo de acción u omisión que, de suyo o en la intención, provoquen la muerte, admitiendo, por supuesto, la interrupción de tratamientos médicos desproporcionados o un vano encarnizamiento terapéutico. Así, la eutanasia cristiana no desea la muerte pero acepta, porque reconoce nuestra condición de criaturas, el fin inexorable.

LA eutanasia cristiana reclama que las decisiones sean tomadas por el propio paciente, si fuera capaz, o por sus familiares, respetando siempre los intereses legítimos del enfermo. La eutanasia cristiana jamás desatiende los cuidados paliativos, por más que la muerte nos pise los talones, y ve en ellos un ejercicio vivo de caridad fraterna, de generosidad. De solidaridad. Mientras escribo estas líneas, millares de personas, repartidas por todo el mundo, contribuyen al buen morir. Nos enseñan a ser valientes. La eutanasia cristiana es, pues, una realidad. Juan Pablo II y la Madre Teresa de Calcuta, desde posiciones distintas — enfermo y enfermera –, son modelos para el cristiano frente a la hermana muerte.

En definitiva, la eutanasia cristiana apuesta por la persona, por su dignidad, ayudándonos a morir en las manos de Dios. Para ello, es preciso rechazar de plano cualquier acción que directa o indirectamente implique un animus necandi, una intención o voluntad de matar, del todo contraria a los derechos humanos. La eutanasia cristiana no teme a la muerte, pues ve en ella una puerta que se abre al Amor. Por eso, la espera con coraje, con entereza, sabiendo que es tan sólo un paso, una pascua, un recodo en la vida. Un camino que más tarde o más temprano todos hemos de recorrer. [FONTE: http://www.conoze.com/doc.php?doc=7142]