Incompetência administrativa

Folha de S. Paulo de hoje, 31-1, noticia que o secretário estadual da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, reconheceu ontem que algumas escolas da rede ficaram sem professor nesta semana devido a um erro administrativo.
Até aqui se trata apenas de incompetência administrativa, aquilo que o secretário chama eufemisticamente de “erro”. Mas a seguir vem a emenda do soneto:

Os contratos de 280 professores não foram encerrados até 18 de dezembro, data limite para que os temporários ficassem 40 dias fora das escolas, evitando assim que se configurasse vínculo empregatício.

Essa é a situação das nossas escolas. Professores sendo ludibriados pelo Estado do mesmo modo que empregados domésticos o são –mesmo depois da Emenda Constitucional 72/2013– por famílias que não querem contrair com eles “vínculo empregatício”.
O resultado imediato é que parte das faltas dos professores foi coberta por outros docentes temporários e eventuais. Não se sabe ao certo a quantidade de escolas sem professores.
O resultado mediato é o descalabro puro e simples da educação pública no estado mais “desenvolvido” da federação.