Drops de filosofia [8]

Determinação e condicionamento

Do ponto de vista da gnosiologia (teoria do conhecimento), fala-se de determinação quando o sujeito cognoscente cria, ou seja, determina formal e materialmente o seu objeto. Essa é a tese do idealismo absoluto, do solipsismo e do imaterialismo (Berkeley).

Por outro lado, fala-se de condicionamento, quando o sujeito cognoscente apenas condiciona formalmente o seu objeto. Tese essa defendida pelo idealismo transcendental de Kant, p. ex.

Drops de filosofia [7]

Prioridade lógica e posterioridade cronológica

Denomina-se de “prioridade lógica” ao fato de os universais (ideias, categorias e conceitos) e os juízos a priori ou não empíricos antecederem logicamente a experiência – ainda que, na ordem do tempo, sejam posteriores a esta. Segundo Kant, p. ex., as estruturas lógico-cognitivas do sujeito antecedem e condicionam logicamente a experiência (= condições de possibilidade).

Denomina-se de “posterioridade cronológica” ao fato de os juízos a posteriori ou empíricos sucederem ou serem posteriores à experiência. (Por extensão, chama-se de “anterioridade cronológica” ao fato de a própria experiência anteceder os juízos a posteriori e de, portanto, constituírem a origem destes.)

Drops de filosofia [6]

A priori e a posteriori
A priori significa o conhecimento, juízo ou a proposição que é logicamente anterior à experiência e que, portanto, não depende desta (= não-empírico). 

A posteriori significa o conhecimento, juízo ou a proposição que é cronologicamente posterior à experiência e que, portanto, depende desta (= empírico).
A priori e a posteriori são, portanto, conceitos epistemológicos, uma vez que dizem respeito às fontes ou aos modos do conhecimento. Como não empírico, o conhecimento a priori procede da razão. Como empírico, o conhecimento a posteriori procede da experiência.

Segundo Kant, somente os juízos a priori são universais e necessários, enquanto os juízos a posteriori são sempre particulares e contingentes.

Por fim, ainda segundo Kant, o a priori não só precede logicamente a experiência, mas também constitui a condição de possibilidade da experiência, ou seja, sem a priori, a experiência simplesmente não é possível.