vagas para professores

Governo contratará 337 professores em 32 universidades federais

O Ministério do Planejamento autorizou na terça-feira (24) a abertura de concursos públicos para contratação de professores das instituições federais de ensino superior. Serão preenchidos 337 cargos no quadro de pessoal das universidades, faculdades e centros de ensino tecnológico de nível superior vinculados ao MEC (Ministério da Educação).

Serão 32 instituições beneficiadas com as contratações — o país tem 52 universidades federais. A lista dessas unidades foi divulgada no Diário Oficial desta quarta (25), nas páginas 17 e 18.

A responsabilidade pela convocação dos concursos será dos reitores das universidades contempladas. Os processos seletivos devem ser realizados nos próximos meses. [UOL Educação 25/7/07 – 16h25]

giz à mão

Governo planeja a criação de 20 mil vagas em 5 anos
Novo título, o de professor-associado, dá fôlego aos que já são docentes
por ANDRESSA ROVANI

OS PRÓXIMOS anos prometem mais oportunidades a professores que estão de olho em fazer carreira em universidades federais. O MEC (Ministério da Educação) pretende oferecer, até 2012, de 10 mil a 20 mil vagas para professores nessas instituições públicas.

“É uma área em que há novas oportunidades de trabalho. [A universidade] atende só 11% dos jovens, mas determinamos que atinja 30%”, anuncia o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, em referência ao programa para expansão e interiorização de instituições de ensino no país.

Para Paulo Rizzo, presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a notícia é animadora, mas preocupante. “Para isso, o MEC quer aumentar a relação aluno/professor em sala de dez para 18. Ou seja, aumentar a carga de trabalho.”
O incentivo à carreira docente, na esfera federal, não vem apenas da criação de vagas nas universidades públicas.

Há um ano, foi criada uma nova classe, a de professor- associado, uma etapa entre o professor-adjunto e o titular.

Até então, a trajetória acadêmica estava restrita a apenas quatro classes: auxiliar, assistente, adjunto e titular. Para chegar ao topo, levava-se mais de 20 anos.

A primeira, para docentes sem mestrado; a segunda, para os mestres; o posto de adjunto, para os que têm título de doutor; e titular, para os doutores que se submetem a novo concurso, quando há vagas.

Ou seja, ao ingressar na instituição como auxiliar, o educador titulava-se em paralelo à docência, o que lhe conferia perspectiva de progresso.

“Como hoje a maioria dos professores contratados já entra doutor [adjunto], em seis anos chegava-se ao topo da carreira e ficava [à espera de vaga para titular]”, assinala Rizzo.

Salto na carreira
A novidade provocou uma “extensão” na carreira docente e um salto salarial, renovando o fôlego dos professores.

Contudo, Soraya Smaili, professora-associada da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretora da Adunifesp (associação dos docentes), diz que o impacto é “insuficiente”.

“Na Unifesp, a maioria dos adjuntos tornou-se associada. Mas continuamos com o plano de carreira achatado”, diz ela, que, aos 42, já tem titulação e status para candidatar-se a uma vaga como titular, mas não sabe quando haverá concurso.

“Não posso dizer se e quando vou progredir, mas ainda tenho 30 anos de trabalho.” [FOLHA 20/5/07]

filosofia no vestibular

A COMISSÃO de Vestibular do Conselho de Ensino e Graduação (CEG) implementou a criação de um sexto grupo de disciplinas no vestibular, para incluir os cursos de graduação que foram favoráveis à inclusão de filosofia no concurso de acesso. Dos que concordaram, apenas o Instituto de Biologia (IB) ficou de fora, pois, segundo a Comissão do CEG, os cursos de graduação vinculados ao IB pertecem ao Grupo 1 e realizam provas (específicas e não-específicas) diferentes das do Grupo 5, onde se concentra a maior parte dos cursos que migraram para o Grupo 6.

Os cursos de Direito, Ciências Sociais, Filosofia, História e todos da Escola de Música estão inseridos no novo grupo. O vestibulando que optar por uma dessas carreiras, fará, além das quatro provas não-específicas usuais (Biologia, Matemática, Física e Química), prova de Filosofia.

Visando manter a estrutura original do vestibular da UFRJ, a comissão resolveu que as provas de conhecimentos não-específicos, que possuem um total de 5 questões (cada uma) para todos os grupos, terão, no Grupo 6, apenas quatro.

A grande preocupação da Comissão foi com o programa da prova de Filosofia, no primeiro ano de implantação. Depois de algumas discussões, ela decidiu que o objetivo da prova será, basicamente, o de avaliar a capacidade do candidato em compreender textos que apresentem a complexidade de um fragmento filosófico e de expressar de modo argumentativo e claro. Assim, as questões serão voltadas para a interpretação de textos filosóficos, de modo que os vestibulandos possam demonstrar capacidade de raciocínio lógico, bem como evidenciar alguma familiaridade com o vocabulário filosófico.

O Programa de Filosofia

1. Conceituação de Filosofia: A gênese e o conceito de Filosofia. Mito e Filosofia. Discurso narrativo, discurso poético e discurso predicativo. A controvérsia entre filosofia e sofística.

2. Noções de Lógica: 2.1 – Distinção entre premissas e conclusão.
2.2 – Distinção entre raciocínio dedutivo e indutivo.

3. O problema do conhecimento na Filosofia: racionalismo, empirismo e ceticismo.

4. Estética: A distinção grega entre filosofia e arte (dialética e retórica). O problema da criação contraposto ao do conhecimento. A questão da problemática universalidade do belo.

5. Filosofia Prática: 5.1 Ética: Liberdade e determinismo. A questão do bem e do mal. Vontade e responsabilidade. O problema do dever e o princípio da felicidade. 5.2. Política: Estado, sociedade e poder. Cidadania. Regimes e formas de governo. Público e Privado. [UFRJ ON LINE 25/4/07]