Nova Fuvest

UOL Educação 02/03/2009 – 09h24

Documento da USP indica que Fuvest deve mudar este ano

Da Agência Estado

A USP (Universidade de São Paulo) pretende mudar o formato da Fuvest a partir deste ano, o que poderá facilitar o vestibular para estudantes de escolas públicas. O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a um documento que descreve as mudanças – preparado por um grupo de representantes da reitoria e de algumas unidades -, apresentado pouco antes do carnaval ao Conselho de Graduação da instituição.Entre as modificações propostas, a primeira fase do exame deixaria de contar pontos para a nota final e a segunda etapa passaria a incluir questões de todas as disciplinas. A expectativa é de que o documento seja aprovado até maio.

No ano passado, 138 mil estudantes se inscreveram para a Fuvest, que é considerado o maior vestibular do País. O número, no entanto, foi o mais baixo registrado nos últimos 11 anos. Desde 2006, a USP vem implementando medidas para atrair mais candidatos que estudaram em escolas públicas para o exame .

O documento explica que a primeira fase da Fuvest deve ser “visualizada como um filtro de acesso para a segunda fase”, e por isso os pontos obtidos podem ser desconsiderados na próxima etapa. Dessa forma, ainda segundo o texto, “a segunda fase passa a ser disputada por candidatos de escolas públicas e particulares, que partirão das mesmas condições iniciais”.

A USP ainda argumenta que a mudança pode reduzir a influência do preparo em cursinhos pré-vestibulares “que investem em treinamento intensivo para lidar com provas objetivas” e que não são acessíveis aos estudantes carentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Vestibular terá música, artes e filosofia

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo2810200804.htm

A UnB (Universidade de Brasília) abre amanhã as inscrições para o seu vestibular com mudanças nas provas.
Serão cobrados conhecimentos de artes cênicas, música, artes visuais, filosofia e sociologia, além das tradicionais disciplinas de matemática, biologia, química, física, português, língua estrangeira, geografia e história.
As inscrições poderão ser realizadas até o dia 2 de dezembro pelo site http://www.cespe.unb.br/vestibular. A taxa é de R$ 80. A instituição adota cotas para negros.
As provas acontecem nos dias 17 e 18 de janeiro.

Bolsa de Iniciação Científica

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=54552

JC e-mail 3459, de 28 de Fevereiro de 2008.

Aluno do ensino médio terá bolsa para pesquisa na USP

Os 360 estudantes escolhidos farão pesquisa nos institutos da USP nas áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática

A Secretaria de Estado da Educação e a USP (Universidade de São Paulo) fecharam um acordo para conceder neste ano bolsas de iniciação científica na universidade para alunos do 1º e 2º anos da rede estadual de ensino.

Os 360 estudantes escolhidos farão pesquisa nos institutos da USP nas áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e códigos e matemática. A duração da bolsa é de um ano, e os estudantes receberão R$ 150 por mês. Também serão selecionados 60 professores da rede para atuarem como supervisores no projeto.

Os estudantes deverão fazer a pesquisa em horários diferentes daqueles em que assistem às aulas na rede estadual. A carga horária é de oito horas semanais. A intenção do programa Pré-Iniciação Científica é que os alunos tenham, desde o ensino médio, contato com procedimentos e metodologias de pesquisas científicas.

Os alunos podem se inscrever até 3 de março, pela internet: http://cenp.edunet.sp.gov.br/index.htm.
(Folha de SP, 28/2)

vagas para professores

Governo contratará 337 professores em 32 universidades federais

O Ministério do Planejamento autorizou na terça-feira (24) a abertura de concursos públicos para contratação de professores das instituições federais de ensino superior. Serão preenchidos 337 cargos no quadro de pessoal das universidades, faculdades e centros de ensino tecnológico de nível superior vinculados ao MEC (Ministério da Educação).

Serão 32 instituições beneficiadas com as contratações — o país tem 52 universidades federais. A lista dessas unidades foi divulgada no Diário Oficial desta quarta (25), nas páginas 17 e 18.

A responsabilidade pela convocação dos concursos será dos reitores das universidades contempladas. Os processos seletivos devem ser realizados nos próximos meses. [UOL Educação 25/7/07 – 16h25]

giz à mão

Governo planeja a criação de 20 mil vagas em 5 anos
Novo título, o de professor-associado, dá fôlego aos que já são docentes
por ANDRESSA ROVANI

OS PRÓXIMOS anos prometem mais oportunidades a professores que estão de olho em fazer carreira em universidades federais. O MEC (Ministério da Educação) pretende oferecer, até 2012, de 10 mil a 20 mil vagas para professores nessas instituições públicas.

“É uma área em que há novas oportunidades de trabalho. [A universidade] atende só 11% dos jovens, mas determinamos que atinja 30%”, anuncia o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, em referência ao programa para expansão e interiorização de instituições de ensino no país.

Para Paulo Rizzo, presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a notícia é animadora, mas preocupante. “Para isso, o MEC quer aumentar a relação aluno/professor em sala de dez para 18. Ou seja, aumentar a carga de trabalho.”
O incentivo à carreira docente, na esfera federal, não vem apenas da criação de vagas nas universidades públicas.

Há um ano, foi criada uma nova classe, a de professor- associado, uma etapa entre o professor-adjunto e o titular.

Até então, a trajetória acadêmica estava restrita a apenas quatro classes: auxiliar, assistente, adjunto e titular. Para chegar ao topo, levava-se mais de 20 anos.

A primeira, para docentes sem mestrado; a segunda, para os mestres; o posto de adjunto, para os que têm título de doutor; e titular, para os doutores que se submetem a novo concurso, quando há vagas.

Ou seja, ao ingressar na instituição como auxiliar, o educador titulava-se em paralelo à docência, o que lhe conferia perspectiva de progresso.

“Como hoje a maioria dos professores contratados já entra doutor [adjunto], em seis anos chegava-se ao topo da carreira e ficava [à espera de vaga para titular]”, assinala Rizzo.

Salto na carreira
A novidade provocou uma “extensão” na carreira docente e um salto salarial, renovando o fôlego dos professores.

Contudo, Soraya Smaili, professora-associada da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretora da Adunifesp (associação dos docentes), diz que o impacto é “insuficiente”.

“Na Unifesp, a maioria dos adjuntos tornou-se associada. Mas continuamos com o plano de carreira achatado”, diz ela, que, aos 42, já tem titulação e status para candidatar-se a uma vaga como titular, mas não sabe quando haverá concurso.

“Não posso dizer se e quando vou progredir, mas ainda tenho 30 anos de trabalho.” [FOLHA 20/5/07]

filosofia no vestibular

A COMISSÃO de Vestibular do Conselho de Ensino e Graduação (CEG) implementou a criação de um sexto grupo de disciplinas no vestibular, para incluir os cursos de graduação que foram favoráveis à inclusão de filosofia no concurso de acesso. Dos que concordaram, apenas o Instituto de Biologia (IB) ficou de fora, pois, segundo a Comissão do CEG, os cursos de graduação vinculados ao IB pertecem ao Grupo 1 e realizam provas (específicas e não-específicas) diferentes das do Grupo 5, onde se concentra a maior parte dos cursos que migraram para o Grupo 6.

Os cursos de Direito, Ciências Sociais, Filosofia, História e todos da Escola de Música estão inseridos no novo grupo. O vestibulando que optar por uma dessas carreiras, fará, além das quatro provas não-específicas usuais (Biologia, Matemática, Física e Química), prova de Filosofia.

Visando manter a estrutura original do vestibular da UFRJ, a comissão resolveu que as provas de conhecimentos não-específicos, que possuem um total de 5 questões (cada uma) para todos os grupos, terão, no Grupo 6, apenas quatro.

A grande preocupação da Comissão foi com o programa da prova de Filosofia, no primeiro ano de implantação. Depois de algumas discussões, ela decidiu que o objetivo da prova será, basicamente, o de avaliar a capacidade do candidato em compreender textos que apresentem a complexidade de um fragmento filosófico e de expressar de modo argumentativo e claro. Assim, as questões serão voltadas para a interpretação de textos filosóficos, de modo que os vestibulandos possam demonstrar capacidade de raciocínio lógico, bem como evidenciar alguma familiaridade com o vocabulário filosófico.

O Programa de Filosofia

1. Conceituação de Filosofia: A gênese e o conceito de Filosofia. Mito e Filosofia. Discurso narrativo, discurso poético e discurso predicativo. A controvérsia entre filosofia e sofística.

2. Noções de Lógica: 2.1 – Distinção entre premissas e conclusão.
2.2 – Distinção entre raciocínio dedutivo e indutivo.

3. O problema do conhecimento na Filosofia: racionalismo, empirismo e ceticismo.

4. Estética: A distinção grega entre filosofia e arte (dialética e retórica). O problema da criação contraposto ao do conhecimento. A questão da problemática universalidade do belo.

5. Filosofia Prática: 5.1 Ética: Liberdade e determinismo. A questão do bem e do mal. Vontade e responsabilidade. O problema do dever e o princípio da felicidade. 5.2. Política: Estado, sociedade e poder. Cidadania. Regimes e formas de governo. Público e Privado. [UFRJ ON LINE 25/4/07]