Drops de filosofia [11]

Princípio de autoridade, argumento de autoridade e falácia ad hominem
Denomina-se de princípio de autoridade àquele princípio segundo o qual certas teses devem ser aceitas de antemão, sem prévio exame, em razão de se terem originado de uma autoridade externa, p. ex., de uma autoridade técnica (engenheiro), científica (médico, especialistas em geral), religiosa (Deus, o papa, as escrituras) etc.
Chama-se, por sua vez, de argumento de autoridade ao raciocínio (argumento racional) cujas premissas consistem em teses originadas de alguma autoridade inconteste.
Do ponto de vista histórico, a princípio de autoridade teve vigência até o fim da Idade Média. A Idade Moderna caracterizou-se, em grande medida, pelo rompimento com esse princípio. O argumento de autoridade teve sempre uso e recepção controversos em filosofia. Atualmente é considerado, sem exceção, como uma falácia. 
A falácia ad hominem consiste no desvio –intencional– da atenção do conteúdo da discussão (dos argumentos) para a pessoa do interlocutor, na tentativa de desqualificá-la para o debate (p. ex., por não ser uma autoridade no assunto).
·         “Você sabe com quem está falando?”

·         “Quem é você para dizer uma coisas dessas?”