Situação inalterada

Segundo o IBOPE, no dia 26 de agosto a Dilma tinha 34% dos votos, e hoje, 23 de setembro, portanto um mês depois, ela tem 38%. A Marina, por sua vez, tinha 29%, a mesma porcentagem de votos de hoje. E com o Aécio se dá a mesma coisa: 19% tanto em agosto quanto agora. Também com os votos brancos não ocorreu nenhuma mudança: 7% nas duas datas. Já com a porcentagem de indecisos, um aumento significativo: de 5% para 8%. A margem de erro é de +-2 pontos percentuais.

Assim, depois de um mês de campanha na TV e no rádio, a situação é praticamente a mesma. O crescimento da Dilma pode ser reduzido à margem de erro: 36% a 36%. No cenário mais favorável, ela terá crescido 8 pontos: de 32% a 40%.


Note, porém, que essa possível diferença, na realidade, pode ser maior, pois ainda há que se subtrair os votos brancos e nulos do total de votos. Aliás, por que será que os institutos de pesquisa não fazem essa continha para o eleitor?


Quanto aos indeciso, bem, infelizmente, estes tendem a comportar-se como os demais, o que significa que eles não significam nada ou quase nada.


Mas por que “infelizmente”?, pergunta o raro leitor. Ora, porque a mencionada tendência sim significa alguma coisa: que os seres humanos tomamos decisões segundo certos padrões.


Claro, porém, que essa padronização não deveria causar espanto a ninguém, uma vez que toda pesquisa de opinião pressupõe desde sempre justamente isso, ou seja, que os humanos não somos livres.

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