Filosofia Conteporânea

COMEÇA hoje,  5/8, a primeira turma do curso de Iniciação à História da Filosofia Contemporânea. Ainda há tempo para inscrever-se. Há três opções de horário. (Na impossibilidade de comparecer à primeira aula, introdutória, o aluno poderá acessar o respectivo áudio.)

Módulo 4

INICIAÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

filosofia-contemporanea

PROGRAMA
1. Introdução geral
– Filosofia x história
– Esquema geral da história da filosofia ocidental
2. Kierkegaard
3. Marx
4. Nietzsche
5. Husserl
6. Wittgenstein
7. Heidegger/Jaspers
8. Popper

*Outros filósofos serão mencionados na contextualização do pensamento do autor principal

BIBLIOGRAFIA*
MELENDO, T. Iniciação à filosofia. São Paulo: IBFCRL, 2016.
REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia. São Paulo: Paulus, 2003-6. 7 v.

*Os textos dos filósofos serão enviados aos alunos por e-mail com antecedência.

DATAS E HORÁRIOS
8 encontros semanais de 2 horas-aula.

1ª Opção – MANHÃ
2ª Opção – TARDE
3ª Opção – NOITE
Horário: 10h às 11h40 Horário: 14h às 15h40 Horário: 18h30 às 20h10
Sábados: 6,13,20,27/8 e 3,10,17,24/9 Segundas: 1,8,15,22,29/08 e 5,12,19,26/09 Sextas: 5,12,19,26/8 e 2,9,16,23/9

LOCAL Praça da Sé, 21 | Edifício São Marcos, 10º And./Sl. 1006 – São Paulo/SP

INSCRIÇÕES Informe seu nome completo e telefone ao Sr. Marco Antonio pelos telefones 11-3101-6785, 95134-6626 ou pelo e-mail lulio1232@gmail.com

Vagas limitadas. Curso condicionado à formação de turmas!

Filosofia Antiga

COMEÇA hoje a primeira turma do curso de Iniciação à História da Filosofia Ocidental. Ainda há tempo para inscrever-se. Há três opções de horário. (Na impossibilidade de comparecer à primeira aula, introdutória, o aluno poderá acessar o respectivo áudio.)
Módulo 1

INICIAÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA

Sábios em reunião

PROGRAMA
1. Introdução geral
– Filosofia x história
– Esquema geral da história da filosofia ocidental
2. Parmênides
3. Heráclito
4. Sócrates
5. Platão
6. Aristóteles
7. Estoicismo
8. Neoplatonismo

*Outros filósofos serão mencionados na contextualização do pensamento do autor principal

BIBLIOGRAFIA*
ALVIRA, T.; CLAVELL, L.; MELENDO, T. Metafísica. São Paulo: IBFCRL, 2014.
MELENDO, T. Iniciação à filosofia. São Paulo: IBFCRL, 2016.
REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia. São Paulo: Paulus, 2003-6. 7 v.

*Os textos dos filósofos serão enviados aos alunos por e-mail com antecedência.

DATAS E HORÁRIOS
8 encontros semanais de 2 horas-aula (2 x 50 min)

1ª Opção – MANHÃ
2ª Opção – TARDE
3ª Opção – NOITE
Horário: 10h às 11h40 Horário: 14h às 15h40 Horário: 18h30 às 20h10
terças: 2,9,16,23,30/8 e 6,13,20/9 quartas: 3,10,17,24,31/8 e 14,21,28/9 quintas: 4,11,18,25/8 e 1,8,15,22/9

LOCAL Praça da Sé, 21 | Edifício São Marcos, 10º And./Sl. 1006 – São Paulo/SP

INSCRIÇÕES Informe seu nome completo e telefone ao Sr. Marco Antonio pelos telefones 11-3101-6785, 95134-6626 ou pelo e-mail lulio1232@gmail.com

Vagas limitadas. Curso condicionado à formação de turmas!

Novos Cursos

Car@s Amig@s da Sabedoria!

Tenho a satisfação de comunicar-lhes que, a partir de Agosto, ministrarei o curso Iniciação à História da Filosofia Ocidental na sede do Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio (Ramon Llull).

O curso divide-se em quatro módulos: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea.

Cada módulo consiste de 8 encontros semanais de 2 horas-aula (2 x 50 min).

Os módulos serão oferecidos em dias e horários diferentes.

O interessado pode começar o curso a partir de qualquer módulo. Pode também cursar mais de um.

Mais informações, por favor acesse este endereço:

http://ocafedosfilosofos.blogspot.com.br/2016/07/novos-cursos-iniciacao-historia-da.html

Divulguem! Inscrevam-se!

Abraço,

Prof. Edson Gil

NOVAS TURMAS E HORÁRIOS

Este semestre darei três cursos de Iniciação à Filosofia na biblioteca do Instituto Raimundo Lúlio:

METAFÍSICA

TEORIA DO CONHECIMENTO

FILOSOFIA DA HISTÓRIA

 
Informe-se clicando nos respectivos nomes.

Começam agora em Fevereiro!

Inscreva-se, divulgue, compartilhe!

Prof. Edson Gil

Modelo de declaração

Abaixo, uma versão melhorada da declaração de propriedade intelectual que andou circulando no Facebook por ocasião do anúncio, por parte desta rede social, de que seriam feitas proximamente alterações em suas regras de privacidade. A declaração que estava sendo compartilhada continha informações erradas.

DECLARAÇÃO

Em resposta às novas orientações do Facebook e com base no Decreto n. 75.572 (8 de abril de 1975) e na lei 9.610/98 sobre direitos autorais, declaro que os meus direitos estão unidos a todos os meus dados pessoais, desenhos, pinturas, fotos, textos etc., publicados no meu perfil. Para uso comercial desse material, exijo o meu consentimento por escrito, a qualquer tempo. As mesmas declaração e exigências se aplicam a todas as páginas pelas quais sou responsável.

Os que leem este texto podem copiá-lo e colá-lo no seu mural do Facebook.

Por esta versão, declaro ainda que o Facebook está estritamente proibido de divulgar, copiar, distribuir, difundir ou tomar qualquer outra ação contra mim com base no meu perfil e/ou em seu conteúdo. As ações acima referidas são aplicadas por igual aos trabalhadores, estudantes, agentes e/ou funcionários do Facebook.

O conteúdo do perfil inclui informação privada. A violação da minha privacidade é punida por lei. A propriedade intelectual é preceito constitucional no Brasil, estando arrolado entre os Direitos e Garantias Fundamentais, com previsão nos incisos XXVII, XXVIII e XXIX, em consonância com os incisos XXII e XXIII, do artigo 5º da Constituição Federal.

Política, razão e moral

Na guerra de marketing que é a campanha política, quem perde primeiro é a verdade. Melhor dizendo, a verdade perde mesmo antes de a guerra começar…


Antigamente, essa aversão dos políticos pela verdade me repugnava. Com o tempo, fui entendendo que a política, tal como a conhecemos (pelo menos a partir do fim da Idade Média), segue uma lógica própria, que pouco ou nada tem a ver com a verdade e com o bem (e o belo).

Política é a arte (ou a técnica) de conquistar e de manter o poder. A “boa” política busca o poder como meio para outros fins mais nobres. A “má” política busca o poder como meio para outros fins menos nobres. Entre uma e outra, encontra-se a política “pura”, aquela que busca o poder pelo poder, como fim em si mesmo.

Como me parece óbvio, na realidade, ou seja, de fato, concretamente, não existe uma política que seja apenas boa ou apenas má ou uma política que não seja nem uma coisa nem outra. Na realidade esses “tipos ideais” (Weber) se misturam das mais diversas maneiras.

Mas desse estado de coisas não se segue que a política seja irracional. A irracionalidade aparece na escolha, por parte dos políticos, dos seus fins. Pois os fins estão intimamente ligados a valores, dependendo de certo modo destes. E os valores, por sua vez, não são, em geral, criados ou apreendidos pela razão. Se fossem racionais, os valores –que, em geral, orientam nossa vida e, em especial, orientam a política– poderiam ser demonstrados cientificamente (quem, afinal, decide que valor é o mais nobre?). O que não parece ocorrer em parte alguma. Se ocorresse, não estaríamos vivendo sob o domínio de um relativismo generalizado, quase, por assim dizer, “absoluto” (cf. o “politeísmo dos valores”, de Weber).

Como indiquei, porém, a irracionalidade dos fins não determina a política, pois os meios escolhidos pelos políticos para a consecução de seus fins, esses sim podem ser analisados racionalmente. É a razão que pode decidir com competência quais são os fins mais eficazes e eficientes em vista de um fim predeterminado.

Com efeito, a razão não é nunca boa ou má, moral ou imoral, bela ou feia. Esses atributos convêm aos valores, que, como vimos, determinam a escolha dos fins. Sendo assim, Auschwitz pode ser considerado um empreendimento altamente racional, apesar de toda sua maldade, imoralidade e feiura.

Esse esclarecimento acerca da natureza dos valores e da racionalidade nos ajuda a compreender melhor a própria política e os políticos.

A verdade raramente é um fim político (vide a dificuldade das chamadas “comissões da verdade”). A verdade cada vez menos é um valor para nós, em geral, e para os políticos, em especial. Mesmo quando buscam o “bem comum”, os políticos tendem a optar ou pela omissão ou pela meia verdade ou, simplesmente, pela mentira.

A mesma coisa se poderia dizer, mutatis mutandis, sobre o bem e o belo.

Os políticos que assumem sem titubear esse modus operandi são conhecidos como realistas, como fazedores da Realpolitik. E aqueles que não o assumem, deixando-se dominar mais ou menos por escrúpulos morais ou estéticos, são conhecidos por idealistas.

Idealistas não são necessariamente morais, mas quase sempre moralistas. Realistas não são necessariamente imorais, mas quase sempre amorais.

Na verdade, mais uma vez seguindo Weber, aqui se poderia falar de dois tipos de moral. A moral realista baseia-se, ou melhor, deveria basear-se na responsabilidade política. E a moral idealista, por sua vez, baseia-se nas convicções morais, estéticas etc.

Ora, muitas vezes, as decisões e ações políticas baseadas em convicções, por mais nobres que estas sejam, revelam-se irresponsáveis. O exemplo clássico desse fenômeno é a convicção de sempre, em quaisquer circunstâncias, dizer a verdade. Como se sabe, a verdade, muitas vezes, tem consequências fatais –para terceiros. Se um mercenário me pergunta sobre o paradeiro de sua vítima, e respondo-lhe a verdade, eu me torno cúmplice de homicídio.

Em suma, o problema da relação entre política e moral é extremamente complexo, não podendo ser equacionado, muito menos resolvido, de modo por assim dizer “geométrico”. Na verdade, é necessária muita “finura”… Por isso, vou ficando por aqui.

Ninguém

Muita gente está estarrecida (como a professora Marilena Chaui), com o fato de que –apenas quinze meses depois da Primavera Brasileira– os conservadores tenham saído fortalecidos das eleições, sobretudo em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Sinceramente, eu não estou. O movimento de 2013 se caracterizou justamente por seu apartidarismo, ou seja, por ser apolítico no sentido formal: os manifestantes saíram às ruas mais para protestar contra os políticos profissionais do que para fazer reivindicações a estes mesmos políticos. Era natural, portanto, que essa gente não se sentisse disposta a converter o seu inconformismo em votos.


Como informa o quadro acima, o número total de eleitores que votaram em branco ou anularam o voto ou simplesmente não votaram no primeiro turno chegou a quase trinta e nove milhões, ou seja, a mais de 27% do eleitorado brasileiro.

Parece-me razoável supor que boa parte dos manifestantes do ano passado pertença a esse universo enorme de eleitores que optaram por se calar agora.

Refiro-me a aqueles que efetivamente saíram às ruas para manifestar sua insatisfação e não àqueles que simplesmente foram na onda, para sentir-se parte de algo maior ou “fazer história” — registrando devidamente sua presença em selfies.

Mas é claro que esse fenômeno não é fácil de compreender, muito menos de definir, uma vez que não se identifica com nenhuma instituição política ou de qualquer outra natureza. É –ou foi– um movimento. Sem rosto (apesar dos milhões de selfies!). E sem nome. Ou melhor: o nome dessa legião é Ninguém.